Carne

Teu desejo temperado cheio de ilusão, faz de minha carne nobre, mesmo sem gosto nem mesmo coloração, libero uma substância antes de morrer, isso acelera meu estado de putrefação, mas isso não importa a você, que se delicia incessantemente da minha carne nascida do medo, se faz de inteligente e se alimenta de veneno, sempre que lhe sacio, me guardo e apodreço, aguardo negro como um tumor,  pelo teu sofrimento, eu serei teu fim, esse é o meu pagamento, sacie tua fome egoísta  e eu continuarei me escondendo.

 

(Julio Cesar Nunes de Oliveira)

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